A Direção

Luis Otávio Carvalho & Lúcio Honorato

O diretor Luiz Otavio Carvalho, com vasta trajetória artística como
diretor, sonoplasta e pesquisador das artes cênicas, causa grandes
expectativas por mais uma criação artística de qualidade no cenário teatral
mineiro. Criador do Estúdio Fisções, desde 2002, utiliza-se deste grupo para
exercitar seus atores, subsidiando-os para uma atuação autêntica, viva,
consciente e de excelência artística. Em seu currículo, dirigiu espetáculos de
sucesso como: "O Pobre Super-Homem" de Brad Fraser (1998), "Madame de
Sade" de Yukio Mishima (2003), "A cozinha" de Arnold Wesker (2004), "Landru,
Assassino de Mulheres" de Roberto Perinelli (2005), "Crimes Delicados" de
José Antônio de Souza (2006), "Dança da Morte" de August Strindberg (2007)
e "Don Juan no Espelho" de Marcio Miranda (2009).
Já Lúcio Honorato faz sua estreia como diretor, respaldado por sua
trajetória como integrante do Grupo Oficcina Multimédia, de 2007 a 2011,
desempenhando as funções de Ator (desde 2007) e de Preparador Corporal
(desde 2009). Participou da equipe de realização e produção do Verão Arte
Contemporânea, do Bloomsday e da Bienal dos Piores Poemas. Participou dos
espetáculo "As últimas flores do jardim das cerejeiras", "Bê-a-bá BRASIL", “No
Labirinto..." e “A acusação”, todos pelo Grupo Oficcina Multimédia. Lúcio
Honorato também está em fase de conclusão do Curso de Graduação em
Teatro da UFMG, na modalidade licenciatura.


Palavra dos diretores


A Noite de Picasso é um texto instigante por revirar valores que são muito
próximos do meu universo tanto acadêmico quanto artístico. Mais instigante
ainda foi dirigir Vinícius e Décio. O primeiro pelo seu espírito zombeteiro que
revirou todo o meu estilo ritualístico de ser, conduzindo-o magistralmente para
o grotesco e o melodrama. O segundo pela sua versatilidade de jogo cênico
corporal e pela sua cumplicidade apaixonada pela proposta do amigo de cena.
Outro aspecto muito fascinante foi poder, conjuntamente com os atores e com
o outro diretor, Lúcio Honorato, concretizar um mosaico de estilos de cena
dentro de um mesmo espetáculo sem comprometer sua identidade. Dividir a
direção com o Lúcio foi uma experiência arrebatadora por causa de seu rigor
e competência de manipulação de objetos, do espaço e dos corpos dos atores
em movimento no espaço. Finalmente, e não menos importante, ressalto o
prazer de ter convivido com o trabalho profissionalíssimo de Vinícius no que diz
respeito à articulação som e cena. Aproveito para agradecer com muito carinho
a participação de Marcos Albricker, o que engrandeceu consideravelmente toda
a qualidade musical do trabalho. Não posso deixar de dedicar uma sentença
para destacar a delícia de ter podido contar com a tradução de Beti Rabetti.
Obrigado a todos os técnicos em geral e longa vida ao espetáculo.


(por Luiz Otávio Carvalho)

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Vinícius Albricker ao me apresentar o projeto deste espetáculo deixou-me
admirado. Disse-me que havia lido "A Noite de Picasso" e que ficara muito
impressionado, o que lhe motivou a entrar em contato com Edoardo Erba
e em seguida com a excelente tradutora Beti Rabetti. Antes mesmo de ter
lido o texto, muito me entusiasmei ao ver a grande paixão do meu amigo
Albricker falando sobre suas idéias. Disponibilizei-me no primeiro momento a
cooperar com uma orientação corporal, mas num instante me vi completamente
envolvido pelo espetáculo e já fazendo a direção destas Noites de Picasso.
Montar esta bela peça de Erba proporcionou-me uma grande experiência de
criação artística, minha primeira como diretor. Dividir a direção com Luiz Otávio
foi muito gratificante, sobretudo por seu domínio em trabalhar o texto teatral,
sua visão do todo e suas perguntas desconcertantes, uma agradável parceria.
Durante os ensaios com os atores, lidei com a capacidade de observação do
Décio, o ímpeto expansivo e criativo do Vinícius, e a competência de ambos.
Nero e Lorenzo nunca mais serão nomes que passarão despercebidos por
mim. Que este espetáculo nos proporcione grandes noites!


(por Lúcio Honorato)

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